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Incontinência Urinária

A Incontinência Urinária possui índices importantes de prevalência mundial, acometendo ambos os gêneros, com prevalência de 27,6% no gênero feminino e 10,5% no masculino, sendo mais comum nas mulheres por conta da própria anatomia e do fator idade. Esta condição afeta dramaticamente a qualidade de vida, comprometendo o bem-estar físico, emocional, psicológico e social, podendo acometer indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todos os níveis sociais e econômicos.

Geralmente existe uma perfeita coordenação entre a bexiga e o esfíncter uretral (músculo que funciona como uma válvula que fecha a uretra, impedindo a saída da urina). A maioria das pessoas possui completo controle sobre esse processo, permitindo o enchimento da bexiga entre 400 ml e 500 ml, sem que ocorram perdas urinárias. Na fase de enchimento, a bexiga fica relaxada e o esfíncter contraído, enquanto que na fase de esvaziamento da bexiga, é necessária uma perfeita coordenação entre a contração do músculo da bexiga e o relaxamento do esfíncter.

Estima-se que mais de 6 milhões de brasileiras tenham incontinência urinária, entre as pessoas com idade superior a 60 anos, acredita-se que de 30 a 60% tenham incontinência. Há estudos demonstrando que de todos os idosos que vivem em casas de repouso, pelo menos 50% apresentam incontinência urinária.

O número exato de pessoas com incontinência urinária não é conhecido, mas pode superar bastante as estimativas citadas. Diferentes doenças podem causar os sintomas. Algumas delas são transitórias e facilmente tratáveis, como infecções urinárias e vaginais, efeitos colaterais de medicamentos e constipação intestinal, mas outras causas podem ser duradouras ou permanentes.

Entre elas destacam-se doenças como a bexiga hiperativa, fraqueza dos músculos que sustentam a bexiga (bexiga caída e incontinência urinária de esforço), fraqueza do músculo esfincteriano que envolve a uretra, defeitos desde o nascimento, doenças e lesões da medula, cirurgias sobre a bexiga, órgãos genitais femininos e outros órgãos pélvicos, doenças que afetam os nervos ou músculos (derrame cerebral, esclerose múltipla, poliomielite, distrofia muscular etc.). Em alguns pacientes mais de uma causa podem estar presentes.

Causas mais comuns de incontinência

O tratamento sempre se baseia tentando agir na causa principal do tipo de incontinência, após controlar causas orgânicas, fatores externos (como medicações, alimentos), descontrole por outras doenças (como diabetes, pacientes com tosse crônica, obesidade), prolapsos vaginais, entre outros. Após identificar a causa principal, o primeiro e mais importante tratamento se baseia na mudança do hábito miccional e ação de equipe multiprofissional, principalmente fisioterapeuta

Como segunda ação de tratamento, temos cirurgia e ação medicamentosa. Nas causas de incontinência urinária de urgência, o tratamento se baseia mais no tratamento clínico medicamentoso, usando medicações que irão inibir a contração involuntária da bexiga (como oxibutinina, solefenacina, imipramina). Já no tratamento das causas de incontinência urinária de esforço, o enfoque é melhorar a ação do esfíncter uretral (que segura a urina dentro da bexiga), principalmente por meio de cirurgias que ajudarão nessa ação, como inserção de telas sintéticas (Sling sintético) ou telas que são tiradas de áreas da própria paciente (sling de fáscia). Lembrando que existem ainda outros diversos tratamentos, medicamentosos, cirúrgicos e outros mais específicos conforme a condição da paciente.

Para a maioria das pacientes, a incontinência não é somente um problema médico, afetando também seu bem-estar emocional, psicológico e social. Uma vez que a incontinência urinária é um sintoma, é importante informar ao médico quando ocorre. Uma avaliação bem feita pode determinar a causa da incontinência e assim entender melhor os sintomas, o diagnóstico e tratamento do problema.

Por esta razão, é muito importante saber que a grande maioria das causas de incontinência pode ser tratada com sucesso.

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